:... silhuetas ...:

segunda-feira, setembro 22, 2003
 
O que a seguir escrevo poderiam ser extractos de algumas conversas, polémicas e reflexões que o I Encontro de Weblogs em Braga proporcionou.

Primeiro, gostaria de dizer que fiquei desiludido com a eventual "fractura" entre os mais antigos membros da blogosfera portuguesa e os protagonistas mediáticos que lhes vieram "invadir" o espaço. Desconheço os motivos deste divórcio, mas caso se prendam com a fama dos recém-chegados que ofuscou a cultura blog-underground dos mais antigos bloggers denoto pouco sentido de posicionamento e uma sensibilidade à mudança num espaço onde o factor-chave é ela própria. Estou no universo blogger desde 2001 e não será pelo facto de famas abruptas terem invadido a blogosfera portuguesa que me senti "menor". Antes pelo contrário, esta massificação despertou-me para as imensas possibilidades alcançáveis com a simplicidade comunicacional permitida por um weblog. A imaginação encarregar-se-á de potenciar este versátil meio. Como blogger sinto-me preocupado não com separatismos virtuais, mas sim com a divisão bem real (aqui acho que fractura assenta bem) entre os que têm acesso à net e aqueles que a desconhecem ou não possuem possibilidades de acesso.

Neste momento estou com pressa!

Esta frase servirá para posteriormente explorar o factor tempo associado à dinamização de um weblog.

Por agora e porque aquela frase é verdade neste instante limito-me a sintetizar considerações rápidas sobre a comparação de um blog com outros meios ou formatos web.
No encontro houve quem sugerisse semelhanças entre uma página pessoal orientada para a informação de actualização regular e um blog. A meu ver o produto final poderá ser exactamente o mesmo! O problema é que não se explica nem se capacita em instantes um utilizador comum a fazer isso. Comparar as potencialidades de um blog a qualquer outra iniciativa comunicacional do passado é um exercício interessante, didáctico, sociológico, etc. Porém, nos blogs ou weblogs o factor tempo e a simplicidade construtiva aliaram-se. Isto permite supor (esta é a minha opinião) que nunca antes houve tanta faculdade de marcar presença no mediatismo que inunda a nossa sociedade. No entanto, é precipitado abordar esta questão como algo que veio tonificar e proporcionar um acesso mais democrático à informação! Continuamos com o mesmo problema! Falta de tempo! E quando a falta de tempo não é crítica surge a sombra da falta de dinheiro para estas "extravagâncias". Pois, porque abundância de dinheiro e de tempo é aristocracia em vias de extinção!
(to be continued)